Olá!
Bem vindos a uma parte muito especial do meu mundo! Tenho 29 anos e sou formada em Direito. Mas... não sou advogada (posso ouvir um ALELUIA?!). Eu compro qualquer briga contra injustiça, amo-adoro escrever petições; organizar documentos é comigo mesmo e entender como as coisas funcionam é uma paixão minha. Mas, sou péssima com conflitos, não sei esconder quando não concordo com alguma coisa e ter a responsabilidade sobre a vida de outras pessoas me deixava em estado constante de tensão e pânico.
Por favor, não me entenda mal. Eu não tenho absolutamente nada contra a profissão em si. As pessoas que têm talento e o usam pra ajudar outras pessoas e batalhar por mudanças, têm o meu maior e mais absoluto respeito. E um pouquinho de inveja. OK, MUITA inveja.
Pra resumir pra caramba, eu nunca consegui decidir o que eu queria fazer de verdade. Sabe como é? Eu sempre tive inveja daquelas pessoas que nascem sabendo o que querem fazer. O tal do "desde criancinha". Desde criancinha, eu só sabia de 5 coisas. Um, doces são a melhor coisa do mundo. Dois, criatividade é a melhor forma de resolver problemas. Três, queria ir pro espaço. Ou pelo menos explorar cavernas, ruínas e cidades de civilizações antigas. Quatro, quanto mais livros pra ler e quanto mais filmes pra ver de novo e de novo, melhor. E cinco, quero ver o mundo.
Parece lindo, né? (a ideia, não meus pés) Pelo menos, pra mim parece perfeito. Só tem um detalhe. Ninguém te conta na infância que pra ser astronauta, você tem que começar no berço. Ninguém te conta também, que praticamente todas as civilizações antigas já foram todas descobertas. Explorar cavernas e ruínas é coisa de turista. E principalmente, que ler livros e assistir filmes não é uma profissão em si.
Então... claro, quando eu não consegui me encontrar e escolher um caminho pra seguir (Outra coisa cruel é obrigar pessoas de 17 anos a escolher uma profissão que "terão que seguir pelo resto da vida". Você tem ou já teve 17 anos? Pessoas de 17 anos têm segurança pra duas coisas, driblar as obrigações da escola e dar um jeito de se meter em encrencas inacreditáveis. Bitch, please.)
Bêbada com a ideia de ver o mundo e de ajudar pessoas (e de falhar no vestibular para Arquitetura que era uma coisa que eu tinha medo de querer estudar), achei que fazer Relações Internacionais era o caminho. No primeiro dia de aula da faculdade eu já saí sabendo que tinha me enganado profundamente. Acabei insistindo por 2 semestres e até foi bom, porque fiz muitos amigos e aprendi pra caramba. Mas, perdida de novo, a terra prometida do serviço público de repente pareceu a última luz no fim do túnel. (Fim do túnel nada. Essa foi uma conclusão de uma pessoa de 21 anos, fatalista e ingênua. 17 anos... Ha! Mas tudo bem.) E foi mais ou menos assim que eu fui parar no Direito.
Bem vindos a uma parte muito especial do meu mundo! Tenho 29 anos e sou formada em Direito. Mas... não sou advogada (posso ouvir um ALELUIA?!). Eu compro qualquer briga contra injustiça, amo-adoro escrever petições; organizar documentos é comigo mesmo e entender como as coisas funcionam é uma paixão minha. Mas, sou péssima com conflitos, não sei esconder quando não concordo com alguma coisa e ter a responsabilidade sobre a vida de outras pessoas me deixava em estado constante de tensão e pânico.
Por favor, não me entenda mal. Eu não tenho absolutamente nada contra a profissão em si. As pessoas que têm talento e o usam pra ajudar outras pessoas e batalhar por mudanças, têm o meu maior e mais absoluto respeito. E um pouquinho de inveja. OK, MUITA inveja.
Pra resumir pra caramba, eu nunca consegui decidir o que eu queria fazer de verdade. Sabe como é? Eu sempre tive inveja daquelas pessoas que nascem sabendo o que querem fazer. O tal do "desde criancinha". Desde criancinha, eu só sabia de 5 coisas. Um, doces são a melhor coisa do mundo. Dois, criatividade é a melhor forma de resolver problemas. Três, queria ir pro espaço. Ou pelo menos explorar cavernas, ruínas e cidades de civilizações antigas. Quatro, quanto mais livros pra ler e quanto mais filmes pra ver de novo e de novo, melhor. E cinco, quero ver o mundo.
Parece lindo, né? (a ideia, não meus pés) Pelo menos, pra mim parece perfeito. Só tem um detalhe. Ninguém te conta na infância que pra ser astronauta, você tem que começar no berço. Ninguém te conta também, que praticamente todas as civilizações antigas já foram todas descobertas. Explorar cavernas e ruínas é coisa de turista. E principalmente, que ler livros e assistir filmes não é uma profissão em si.
Então... claro, quando eu não consegui me encontrar e escolher um caminho pra seguir (Outra coisa cruel é obrigar pessoas de 17 anos a escolher uma profissão que "terão que seguir pelo resto da vida". Você tem ou já teve 17 anos? Pessoas de 17 anos têm segurança pra duas coisas, driblar as obrigações da escola e dar um jeito de se meter em encrencas inacreditáveis. Bitch, please.)
Bêbada com a ideia de ver o mundo e de ajudar pessoas (e de falhar no vestibular para Arquitetura que era uma coisa que eu tinha medo de querer estudar), achei que fazer Relações Internacionais era o caminho. No primeiro dia de aula da faculdade eu já saí sabendo que tinha me enganado profundamente. Acabei insistindo por 2 semestres e até foi bom, porque fiz muitos amigos e aprendi pra caramba. Mas, perdida de novo, a terra prometida do serviço público de repente pareceu a última luz no fim do túnel. (Fim do túnel nada. Essa foi uma conclusão de uma pessoa de 21 anos, fatalista e ingênua. 17 anos... Ha! Mas tudo bem.) E foi mais ou menos assim que eu fui parar no Direito.
Se você, 17 ou 40 anos, estiver num momento de decidir o que quer fazer, pelo amor de Zeus, Odin e Rá, escolha o que você mais tem medo de fazer. Porque se você tem medo, é porque é uma coisa que importa tanto que não ser bom o bastante te aterroriza. Vai por mim, se não der certo, pelo menos vai poder viver sabendo que tentou. E aí, acredite, vai se sentir muito melhor (ou muito menos pior) quando tiver que tomar outra decisão na sua vida.
(Sim, esse conselho é pra mim também.)
O engraçado dessa história toda é que eu sempre me senti uma aberração por não conseguir decidir o que fazer na vida. E na escalada de volta do fundo do poço, eu fiz uma descoberta incrível. Meu problema não é nem nunca foi falta de interesse. Ou de vontade. Ou preguiça. Ou falta de iniciativa. Meu problema... tandandandaaan, é ter interesses demais. Eu gosto de coisas demais. Em proporções muito parecidas. Eu queria ser astronauta, arquiteta e arqueóloga com a mesma intensidade. E mesmo assim, tava sempre descobrindo coisas novas.
Cá entre nós, eu sei que soa ridículo, mas sabe aquelas coisas que você tem que viver pra se dar conta? Vou te contar, que alívio. Nada é pior do que estar em total estado de confusão enquanto as pessoas te taxam de preguiçosa e desinteressada.
Outra coisa que eu descobri, foi que a minha situação é inacreditavelmente comum. Pensa... quantas pessoas você conhece ou já viu por aí que detestam o que fazem? Quantos médicos, policiais e professores tão apaixonados por suas profissões que você se pega desejando que todos fossem assim? Tá sentindo onde eu quero chegar? A quantidade de pessoas que desistem ou que nunca foram atrás de descobrir o que gostam de fazer de verdade é tremendamente maior do que as pessoas que se conformaram com alguma profissão. Nos ditam que devemos escolher um curso na faculdade aos 17-18 anos, mas ninguém te explica as consequências a longo prazo de verdade. Ninguém fala da depressão, da conta da terapia e da infelicidade de levantar todos os dias pra um trabalho que você odeia... tudo isso porque teve que fazer a escolha sem ter experiências, sem ter tempo pra avaliar e pior ainda, sem nem saber direito quem você é de verdade.
Nós vivemos na era do serviço público como única opção, da anulação da criatividade, da tirania do vestibular e do dinheiro como significado de sucesso. Mas né... numa sociedade em que é da conta de todo mundo quem você gosta e como quer levar sua vida pessoal, o que eu queria, né?
Mas enfim, voltando a mim...
Eu decidi que nunca mais ia deixar de fazer algo por medo. Eu ainda não sei direito o que quero fazer, mas tô determinada a descobrir e me divertir no caminho.
Meu maior sonho é viajar pelo mundo inteiro. Cada canto, mar, capital, monumento, cada cidade que já li ou vi em algum lugar, cada lago, deserto, rio e oceano. Eu quero conhecer pessoas de todos os lugares, ter tantas histórias pra contar que nunca vai existir papel suficiente para escrever sobre elas.
E é aqui que o meu amor por histórias entra. Sou fascinada por todo e qualquer tipo de história. Real, fictícia, de livros, de filmes, de músicas, de pessoas, de lugares... E é bem verdade que esse amor salvou minha vida incontáveis vezes. Algumas histórias se tornam refúgios pros quais você vai quando precisa, e quando volta, é como se estivesse indo pra casa (sim, estou falando de Harry Potter). Sempre que eu preciso de um porto seguro, eu vou pra Hogwarts. E têm sido assim há 17 anos.
Eu deveria ter me dado conta do meu talento pro inusitado e da minha habilidade em me apaixonar pelas coisas mais diversas. Se você tiver o privilégio de olhar meus livros, vai achar de Agatha Christie e Simone de Beauvoir, a Nora Roberts e Ilíada de Homero. De Milan Kundera a Drummond.
O que nos leva a esse projeto.
Essa vai ser uma jornada, uma busca. No momento, eu estou indecisa entre estudar Gastronomia e Confeitaria, me dedicar a um concurso (público, sim, mas do Ministério das Relações Exteriores e poder morar em vários lugares no mundo), design, cinema, escrever ou alguma outra coisa completamente diferente. Como eu acredito que todas as respostas do mundo podem ser encontradas em livros, aproveito pra unir essa busca a um desafio de ler 500 livros e assistir 500 filmes. Queridos, conhecimento nunca é demais. A propósito, eu amo filmes. E música. Não consigo viver sem música. (Por favor, sinta-se mais do que convidado a escutar minha lista no Spotify aqui à esquerda e fazer sugestões de novas músicas e novas bandas - esse é um dos meus hobbies prediletos).
Eu estou super empolgada em compartilhar essa jornada com você. Sinta-se convidado (ou intimado) a se juntar a mim e ao meu fiel companheiro de confusão e encrenca, Jack, meu border collie.
Aproveite essa oportunidade pra ler todos os livros que sempre quis ler, ver filmes que sempre quis ver... ou melhor ainda, pra decidir que vai viver menos por hábito e mais por intenção. Essa vida é curta, ninguém te avisa quanto tempo você tem e você só vive uma vez.
Como você deve ter percebido, eu sou um desastre ambulante. Entre as más escolhas e indecisões, estou chegando nos 30 sem ter me encontrado. Essa é a minha saga pra deixar de ser desastre. Mas até lá, pelo menos, prometo que vai ser doce. Um doce desastre.
O que nos leva a esse projeto.
Essa vai ser uma jornada, uma busca. No momento, eu estou indecisa entre estudar Gastronomia e Confeitaria, me dedicar a um concurso (público, sim, mas do Ministério das Relações Exteriores e poder morar em vários lugares no mundo), design, cinema, escrever ou alguma outra coisa completamente diferente. Como eu acredito que todas as respostas do mundo podem ser encontradas em livros, aproveito pra unir essa busca a um desafio de ler 500 livros e assistir 500 filmes. Queridos, conhecimento nunca é demais. A propósito, eu amo filmes. E música. Não consigo viver sem música. (Por favor, sinta-se mais do que convidado a escutar minha lista no Spotify aqui à esquerda e fazer sugestões de novas músicas e novas bandas - esse é um dos meus hobbies prediletos).
Eu estou super empolgada em compartilhar essa jornada com você. Sinta-se convidado (ou intimado) a se juntar a mim e ao meu fiel companheiro de confusão e encrenca, Jack, meu border collie.
Aproveite essa oportunidade pra ler todos os livros que sempre quis ler, ver filmes que sempre quis ver... ou melhor ainda, pra decidir que vai viver menos por hábito e mais por intenção. Essa vida é curta, ninguém te avisa quanto tempo você tem e você só vive uma vez.
Como você deve ter percebido, eu sou um desastre ambulante. Entre as más escolhas e indecisões, estou chegando nos 30 sem ter me encontrado. Essa é a minha saga pra deixar de ser desastre. Mas até lá, pelo menos, prometo que vai ser doce. Um doce desastre.
Yukie Vieira






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